Monday, February 20, 2012

NOSTALGIA INVERNAL

Hoje, atraves de minha pequena e rustica janela, avisto uma cena tipica
 de inverno. Uma paisagem melancolica acizentada de final de tarde.
No fundo, uma visao arquitetural rustica de arvores nuas, entrelacadas em
galhos desfolhados, simetricamente arranjados. Dancam  melodias orquestradas pelo vento.
A cada movimento caem gotas d'agua de suas extremidades, simulando
notas tristes de Choppin, quebrando o silencio da paisagem bucolica.
.A noite chega prematura e ousada, engolfando sorrateiramente tudo o que restou desse
dia curto de brevisimas horas. Com sua escuridade esconde o ceu, e abriga em suas
recamaras  surprendente opacidade, submersa num lago de segredos exoticos.
Para enriquecer os elementos dessa composicao invernal
a natureza libera mais um componente de rarissima beleza: a neve.
Pureza e sensibilidade e o resultado revelado na metamorfose inocente da agua
congelada em flocos cristalinos. Seu brilho translucido lembra o sorriso
inocente no olhar da crianca. Ela reina na brancura, tingindo todas as cores
pra depois se despedir pacifica e educadamente.
Fico a imaginar  a versatilidade do pintor desse quadro e o sentimento
 de sublimidade que Ele desperta na alma de seus expectadores.
 Meus pensamentos vagueiam no labirinto da imaginacao, produzindo uma expectativa
 meio que frizada suspensa no ar. Ouco os gemidos de inumeras folhas secas,
outrora verdadeiras protagonistas das exuberancia outonal
Meus olhos agora percebem que o nosso enorme fundo de quintal, outrora tomado
 pelo verde de grandes arvores, virou um palco de teatro mutante. Atraz dessa
espessa cortina de neve, nao se destingue muito bem, as duas cadeiras brancas
de plastico que ficavam la no fundo do quintal..
Posicionadas como estao geometricamente, mais se parecem a duas almas
 esquecidas, aguardando os famigerados raios do sol.
By Celso feritas - 23-11-08  12:15 p.m



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