Friday, May 26, 2017

Cores Mutante



Navegando em meus mares
De pensamentos e sonhos verdes
Mesclados de azuis vulneráveis
Embebidos de tons variáveis
De veronese acizentado
Refletindo o dourado cintilante
Esparzido pelo sol magestoso
Nestas águas de cristal líquido
Arte pura de cores mutantes
De pincéis fazendo espumas
Nas ondas enlouquecidas
Orquestrados por ventos sinuosos
Que serpenteiam abismos inexcrutáveis
Guardados a sete chaves
Estração concreta do abstrato
No sacudir das ondas dos neurônios
Disfarçadas em saudades arrastadas
Por brisas eternas do tempo
Do éco fragmentado
Que o passado sufocou

Reflexao prisioneira

Eu penso poesia
Intuição à la carte
Reflexão prisioneira
Ao desarranjo harmonioso
Da ação libertadora
Minha asas  mecânicas
Na fluidez automática do piloto
Velocidade irracional
Aplaudindo a estagnação  
Combustão e loucura  neuronal
Implodida, recuada 
Vencendo a gravidade 
Minha potência de agir descabida
Planta  desnudada invernal
Com raízes de sangue suga
Extração do abstrato
Sem ar de arrogância
Sem pretensão de humildade 
Em aguas turvas misteriosas
Encontros e desencontros
De partículas eternas

Thursday, May 25, 2017

Sou eu memória

Eu penso poesia
Eu persigo a intuição 
Sou eu memória, eu reflexivo
Do desarranjo organizado
No ritmo metálico do tempo
Ao gosto livre
Das asas que voam
No piloto automático
Fluir expontâneo no vácuo 
Rastro silencioso dos motores
Conjuntura descabida
Arvore desnudada 
Em pleno inverno
Alimentando confluência 
De aguas doces e amargas
Nas areias embraseadas do deserto
Incendiado de esperança 



Rústico e sublime


Encontros geométricos 
Banho de sol
Sobre o verde admirável 
Realeza rústica 
No ar quieto e sereno
O cheiro transcendente da chuva
Majestoso e místico
Nessa descida barrenta
Curva graciosa
Evaporação do sublime
Pau e pedra marcada
Cantiga muda da poesia
Enquanto falo cipó contorcido
Calango, besouro e borboleta
Gravidade anestesiada 
Invocação  in natura da harmonia





Tuesday, May 23, 2017

Longitude azul

Perto da curva do rio
Sofisticada, serena
Divina
Parei e sentei
Pra ver a longitude 
Azul, opaca, secreta
E cobalto
Do horizonte.
Cores que não mentem
Ventos que não voltam
Sentimentos que não traem
A força de todo verde
Contemplação, solitude
Nuvem bonita
Nem chuva, nem sol
Muita calma 
Águia navegando 
Vento, geometria, balanço.
Perfeição
Inveja, vontade!

inimigo oculto

Nosso inimigo mora dentro de nos Multiplicado e potencializado Um tirano que detém o poder O lobo do nosso homem  Um manipulador ...