Na curva da estrada
Eu paro, eu me sento
Eu sonho, eu imagino
Não ouço nada do mundo
Só ouço as folhas caindo ao chão
O estatelar do bambuzeiro
A graça da garça
Na curva da estrada
Não vejo nada estranho
Só vejo a neblina esbranquiçada
E a descida barrenta
Tentando esconder
Um murmúrio de agua
E um pássaro negro
Na curva da estrada
Não sinto nada. A não ser
Cheiro de mato e de terra molhada
Sinto a inocência da natureza
Uma sensação de paz
Sem ninguém, sem ruído
E sem gente
A curva da estrada
E o lugar que me facina
Que arranca de mim a poesia real
Me faz respirar a vida
Me deixa embrigado
Pelo facínio da conexao
Com o desconhecido