Sunday, September 11, 2016

Brisas e lembrancas

Navegar em meio as aguas
Nesse mar tranquilo ondulado
Isolado do mundo que só eu
Pensar do meu sonho fugaz 
Ouvindo  das ondas uma voz
E dos caracóis a coreografia
Entre as brisas e as lembranças 
Desse  cheiro de solidão voraz
Que nas  cálidas noites sem lua
No meu triste rosto um anseio
Ser acariciado por tua mão nua




Sutil Felicidade I



Inexplicável ou não 
Realidade ou devaneio  
O importante é que se diga
Que matar o tempo assim 
Pensando em você 
Não é desperdiçar
Chamar você à lembrança
Continuamente, seguidamente
É digerir, é metabolizar
Sua graça, sua beleza
Tão inesperada e sutil
 Não me importo 
Se esses lânguidos momentos
Me roubam, me arrebatam
E juro por esse fatídico dilema
Que ver o tempo sumindo
Como os grãos de areia varridos
Pelos caracóis das ondas 
É sentir a fatalidade inocente
Daquele teu olhar místico 
Verde, pungente e lindo
Tão primeiro, tão real

Um pedaço de felicidade

Se você soubesse

Ah se você soubesse 
Que nessa hora noturna
Enquanto a chuva cai la fora
E os murmúrios das águas 
Escorrem nas vidraças
Queria eu te-la ao meu lado
Pra enxugar as lembranças
Das saudades que em gotas caem
Se você soubesse 
Que estou aqui sem nenhum norte
Não tenho estrelas ou farol
Queria de novo ouvir sua voz
Ecoando nesse momento
E a escuridão desapareceria
Diante do brilho dos teus olhos
Se você soubesse
Que o teu silencio me adoece
Tua ausência rouba me a vida
Bastaria apenas um olhar
Bastaria apenas uma palavra
Para a flor brotar no jardim

E a vida continuar...

inimigo oculto

Nosso inimigo mora dentro de nos Multiplicado e potencializado Um tirano que detém o poder O lobo do nosso homem  Um manipulador ...