Thursday, March 15, 2012

CHOPIN'S RAINDROPS

Do alto de minha pequena e rustica janela
assisto uma cena tipica de inverno. Trata-se
de uma paisagem bucolica levemente ofuscada pela neblina suave do entardecer.
Um lugar de nostalgia dominado por arvores.
Arvores vivas, cheias de segredos. Estao
sempre de bem com as quatro estacoes e possuem
grande intimidade com o sol, a chuva, a neve
e o vento. Nesta estacao sao criaturas nuas, metamorfoseadaspela sabedoria divina. Possuem uma coloracao que lembra a sequidao. Estao cheias de galhos distribuidos como um leque aberto, unidos pelo mesmo tronco, compartilham o mesmo destino.

Sua casca inteira perece estar invernizadas pela agua vidrificada cristalina. Por essa superficie lisa, escorrem centenas de gotas chorosas, refletindo como espelho a textura abstrata das folhas caidas ao chao.
A neve comeca a cair, abracando a neblina e
e sufocando na terra, o aroma da relva molhada.
A noite vem chegando prematura e ousada,
engolindo sorrateiramente tudo o que restou
desse dia curto, de brevissimas horas.
O vento assopra a brisa gelada entre os labi

rintos dos corredores ecuros. Ele atua de maneira  irresistivel. Formando ondulacoes
sincopadas, onde as arvores sao puxadas
suavimente pra dentro da magia. Da docura
da musica embutida no silencio...
E a linguagem muda dos movimentos, uma certa
embriagues, uma hipnose dancante.
Certamente estao sonhando com a melodia nostalgica intitulada Chopin's Raindrops. Como eu tambem estou.
 By Celso Freitas, 15.03.2012. Thursday, 12.53 pm.

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