Saturday, January 14, 2017

A curva da estrada



Na curva da estrada 
Eu paro, eu me sento
Eu sonho, eu imagino
Não ouço nada do mundo
Só ouço as folhas caindo ao chão 
O estatelar do bambuzeiro
A graça da garça

Na curva da estrada 
Não vejo nada estranho
Só vejo a neblina esbranquiçada
E  a descida barrenta
Tentando esconder
Um murmúrio de agua
E um pássaro negro

Na curva da estrada 
Não sinto nada. A não ser
Cheiro de mato e de terra molhada
Sinto a inocência da natureza
Uma sensação de paz
Sem ninguém, sem ruído
E sem gente

A curva da estrada
E o lugar que me facina
Que arranca de mim a poesia real
Me faz respirar a vida
Me deixa embrigado
Pelo facínio da conexao
Com o desconhecido













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