Sunday, September 4, 2016

Silêncio embutido

Do silêncio embutido
Em aconchegos da noite submersa
Em  saudades solitárias 
Em memórias  latejantes
Deixo cair nítidas lembranças 
Enquanto la  fora numa rua distante
Sem gente e sem lua
Ouço um ruído rouco estridente
De um carro ignorado
Lançando no ar um rastro místico
Ecos fragmentados 
Na  poeira passageira
Flutuando no silencio 
Aquele mesmo silencio
E talvez a mesma esquina
Que num passado remoto
Assistiu o encontro inusitado
O drama de dois olhares  cruzados
Num lapso de tempo entrelaçados 
Por um isntante de magia
Seguido de uma despedida
Não programada 
Com uma cor pálida  de esperança  
Sem qualquer palavra
Sem qualquer toque
Somente um sorriso
E apenas um olhar
Um olhar eterno 
Um olhar sofrido
Perdido







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