Essa ruas solitárias
esparzidas de neve
Em meio ao
frio de um vento indesejável
Afugenta sem
remorso os coracões
Dos que olham
pela janela a noite vazia
Balbuciando
palavras secretas
De desejos
borbulhantes incontidos
Querendo
decifrar os designios
Da estação que
desfolha as árvores
Açoita os
telhados dos que dormem
Arranca da
cama quente a criança
Aninhada no
recondito da mãe
Pra jogar nos
braços da manhã
Criaturas
inocentes a caminho da escola
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